Texto: Elzi Russo Amorim / Ilustração: Edra
Mãe é isto
É nunca estar cansada
Mesmo parada
Tem muito que fazer
Acorda de madrugada
Não dorme quase nada
Se um filho adoecer
Suas refeições são na lida
Às vezes com o prato na mão
Corre pra lá e pra cá
Colocando os filhos
Sempre em primeiro lugar
Inventa o que fazer
Para atender a cada filho ou filha
E o apetite refazer
Pensa no almoço, no lanche
Guarda quitutes para a noite
Em tudo satisfazer
E o filho adormecer
Desde a ler e contar histórias
Estuda outra vez... Todo curso que já fez
Para o filho aprender
Mesmo sendo ela professora
Ele confia é na tia, o que fazer...
Curte todos os seus deveres
Isso se não os fizer
Como uma missão
Leva e busca na escola
Carrega tudo o que é seu
Sem reclamação
Ser mãe
Atreve-se a brincar de bola
Satisfazendo o seu prazer
Para o carinho receber
Lembra de todos os brinquedos do seu tempo
Para com os filhos brincar
Mas eles preferem a internet, o celular
Nem dão confiança
Para o que ela quer ensinar
Participa das festas
Dos ensaios do mês de Maria
Das danças, quadrilhas, do futebol
Em tudo está
Elogiando-os dia e noite
Tirou o primeiro lugar
A mãe envaidecida...
Minha filha é uma beleza
Elogia aos quatro cantos
Em tudo ela é a primeira
Interrompe a novela
Quando na parte mais bela
O chamado de mamãe
Ao seu filho vai atender
Tem saudades do seu tempo
Dos bailes, das serenatas
De que lhe davam prazer
Mas para curtir os filhos
Barulhos de guitarra e gritos
Dão-lhe prazer
Ser mãe é ser doçura
Carinho, dedicação
Filhos de barba grande
Está ela sempre atenta
Para lhe dar proteção
Bem dizem o velho ditado
Para o filho, pai é pai
Para o neto ele é palhaço
E para a mãe o que dizer?
Você é ÚNICA...
ÚNICA até MORRER.
Obrigada, minha mãe!
Diário de Caratinga - edição: 10/05/26

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